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Mil Voos

DICA:

Roteiro de Paris a Roma em 21 dias: Londres, Praga, Viena, Eslovênia e Assis de ônibus com guia

Vista de Cesky Krumlov, com o castelo e os telhados vermelhos às margens do rio Moldava

Conteúdo do artigo

Começar a viagem num café de Montmartre, atravessar o Canal da Mancha de barco, ouvir os sinos da Ponte Carlos ao entardecer e terminar a noite numa ruela de Trastevere. Este roteiro de Paris a Roma leva 21 dias e vai de ônibus, com guia acompanhante, por nove países: França, Inglaterra, Bélgica, Holanda, Alemanha, República Tcheca, Áustria, Eslovênia e Itália. No caminho entre as capitais, ele para em cidades pequenas que pouca gente conhece na primeira viagem, como Canterbury, Gante, Quedlinburg, Cesky Krumlov, Liubliana, Ravena e Assis.

É uma viagem para quem quer ver as grandes cidades da Europa e também o lado mais tranquilo do continente, sem carregar mala em estação de trem e sem montar sozinha cada trecho. Abaixo estão o resumo do roteiro, o ritmo de cada dia, o que tem de especial em cada país, o dia a dia completo, o que está incluso e para quem esta viagem faz sentido depois dos 50.

Resumo do roteiro de Paris a Roma em 21 dias

São 20 noites na Europa, em dez cidades de pernoite. Paris, Londres e Roma têm três noites cada. Berlim, Praga, Viena e Veneza têm duas. Bruges, Amsterdã e a região de Hannover são paradas de uma noite no caminho.

DiaPernoiteDestaquesRitmo
1ParisChegada, traslado e descansoLeve
2ParisVersalhes, Montmartre e visita com guia localModerado
3ParisDia livre, barco pelo Sena opcionalLeve
4LondresTravessia do Canal da Mancha e CanterburyLongo na estrada
5LondresVisita com guia local e passeio noturno pelo SohoModerado
6LondresDia livreLeve
7BrugesCanal da Mancha de volta e chegada a BrugesLongo na estrada
8AmsterdãGante, Middelburg e RoterdãLongo na estrada
9HannoverAmsterdã com guia local e fábrica de diamantesModerado
10BerlimGoslar e QuedlinburgLongo na estrada
11BerlimVisita panorâmica, Memorial do Holocausto e do MuroModerado
12PragaDresden e visita panorâmica de PragaLongo na estrada
13PragaDia livre, Praga artística opcionalLeve
14VienaCeske Budejovice e Cesky KrumlovLongo na estrada
15VienaVisita panorâmica e passeio noturno pelo centroModerado
16VenezaMaribor e Liubliana, na EslovêniaLongo na estrada
17VenezaPraça de São Marcos com guia local e vidro de MuranoModerado, com bastante caminhada
18RomaMosaicos de Ravena e Basílica de São Francisco em AssisLongo na estrada
19RomaVisita com guia, Vaticano opcional e Trastevere à noiteModerado
20RomaDia livreLeve
21Fim da viagemCafé da manhã e fim dos serviços em RomaLeve
O ritmo é uma referência: “longo na estrada” quer dizer várias horas de ônibus, com paradas para descanso.

Como é esta viagem de Paris a Roma de ônibus com guia?

É um circuito de ônibus com guia acompanhante, que segue com o grupo pelas estradas e cuida dos horários, das paradas e das fronteiras. Você deixa a mala no bagageiro, sobe no ônibus depois do café da manhã e chega à cidade seguinte à tarde, quase sempre com tempo para dar uma volta antes do jantar.

Em nove cidades há visita com guia local, que mostra os pontos principais e conta a história de cada lugar: Paris, Londres, Amsterdã, Berlim, Praga, Viena, Veneza, Assis e Roma. Nas paradas do caminho (Canterbury, Bruges, Gante, Middelburg, Goslar, Quedlinburg, Dresden, Cesky Krumlov, Liubliana e Ravena), o tempo é livre para passear no seu passo, almoçar e tirar fotos.

O roteiro tem quatro dias inteiros livres, em Paris, Londres, Praga e Roma, além de tardes livres em Londres, Amsterdã, Berlim e Veneza. Eles servem para descansar, voltar a um lugar de que você gostou ou fazer um passeio opcional.

Alguns dias são de estrada mais longa. O maior é o de Viena a Veneza, com cerca de 600 km pela Eslovênia, e o de Veneza a Roma também ocupa o dia todo. Nesses dias o ônibus faz paradas para café, banheiro e almoço, e a paisagem (as montanhas da Eslovênia, os Apeninos, os diques da Holanda) faz parte do passeio. Duas vezes o grupo cruza o Canal da Mancha de barco, entre Calais e Dover, numa travessia de cerca de uma hora e meia.

Os destinos deste roteiro pela Europa

França: Paris, Versalhes e Montmartre

Paris abre a viagem com três noites, tempo bom para chegar, descansar do voo e ver a cidade sem correria. As margens do Sena são Patrimônio Mundial, e a visita com guia passa pela Torre Eiffel, pelos Champs-Élysées e pela Notre-Dame. Montmartre, no alto da colina, ainda tem pintores na praça e cafés pequenos. Versalhes, a meia hora do centro, mostra o palácio dos reis e jardins enormes, bons para caminhar devagar. O turismo oficial da França tem boas sugestões para o dia livre.

Inglaterra: Canterbury e Londres

A chegada à Inglaterra é pelo mar, com os rochedos brancos de Dover aparecendo da janela do barco. Logo depois vem Canterbury, cuja catedral é a igreja-mãe da Igreja Anglicana e foi palco do martírio de São Tomás Becket. Londres tem três noites: dá para ver o Parlamento, o Big Ben e o Tâmisa com o guia, assistir a um musical no West End e ainda ter um dia inteiro para museus, parques ou um chá da tarde.

Bélgica e Holanda: Bruges, Gante e Amsterdã

Bruges parece ter parado na Idade Média, com canais, casas de tijolo e a torre do Belfort sobre a praça do mercado. Gante é maior e mais animada, e guarda na catedral um dos retábulos mais famosos da pintura flamenga. Na Holanda, o ônibus passa pelas obras do Plano Delta, que protegem o país do mar, e para em Middelburg e Roterdã antes de Amsterdã, com seus canais do século XVII. Quem quiser mais da Holanda encontra outras ideias no nosso roteiro pelas maravilhas da Holanda e do Benelux.

Canal Rozenhoedkaai e a torre do Belfort em Bruges, na Bélgica
O canal Rozenhoedkaai e a torre do Belfort, em Bruges, onde o grupo dorme no dia 7. Foto: Ank Kumar, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Alemanha: Goslar, Quedlinburg, Berlim e Dresden

A Alemanha deste roteiro mistura cidades de conto de fadas e história recente. Goslar e Quedlinburg têm ruas inteiras de casas de enxaimel, aquelas de madeira aparente, muito bem conservadas. Berlim é a capital que se reinventou depois do Muro: o Portão de Brandemburgo, o Reichstag e a Ilha dos Museus ficam perto uns dos outros. Dresden, às margens do Elba, foi reconstruída depois da Segunda Guerra e tem palácios barrocos e a Frauenkirche, a igreja de cúpula de pedra clara.

República Tcheca: Praga, Ceske Budejovice e Cesky Krumlov

Em Praga, o castelo no alto do morro, a Ponte Carlos com suas estátuas e o relógio astronômico da Praça da Cidade Velha formam um centro histórico que dá para percorrer a pé. Para quem é católico, a igreja do Menino Jesus de Praga, no bairro de Malá Strana, é uma visita de fé. No sul do país, Cesky Krumlov fica numa curva do rio Moldava, com um castelo enorme e telhados vermelhos que parecem cenário.

Ponte Carlos sobre o rio Moldava, em Praga, com as estátuas barrocas
A Ponte Carlos, em Praga, faz parte da visita panorâmica do dia 12. Foto: Scotch Mist, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Áustria: Viena imperial

Viena é elegante e calma. A avenida do Ring contorna o centro com a Ópera, o Palácio Hofburg e os museus, e a Catedral de Santo Estêvão marca o coração da cidade. Os cafés vienenses, com bolo e piano, convidam a sentar e ficar. O Palácio de Schönbrunn, residência de verão dos Habsburgo, fica um pouco afastado e vale a visita no tempo livre. Se Viena e Praga despertarem vontade de voltar com mais calma, o nosso roteiro por Praga, Budapeste e Viena mostra como fazer só a Europa Central.

Fachada amarela do Palácio de Schönbrunn, em Viena, com os jardins à frente
O Palácio de Schönbrunn, em Viena, é um bom programa para o tempo livre. Foto: Conny Duck, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Eslovênia: Maribor e Liubliana

A Eslovênia é a surpresa do roteiro. O país é pequeno, verde e cheio de montanhas. Maribor fica às margens do rio Drava e tem, numa casa da beira do rio, uma videira com mais de 400 anos, considerada a mais antiga do mundo ainda dando uva. Liubliana, a capital, tem um centro de pedestres, a Ponte Tripla sobre o rio e um castelo no alto do morro. É uma cidade pequena, fácil de andar, com cafés na beira d’água.

Ponte Tripla e a Praça Prešeren vistas do rio Ljubljanica, em Liubliana
A Ponte Tripla e a Praça Prešeren, no centro de Liubliana. Foto: Valerio2468, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Itália: Veneza, Ravena, Assis e Roma

A Itália fecha a viagem com quatro lugares muito diferentes. Veneza é a cidade dos canais, sem carros, onde tudo se faz a pé ou de barco. Ravena guarda mosaicos dourados dos primeiros séculos do cristianismo, que brilham dentro de igrejas simples por fora. Assis, terra de São Francisco, é uma cidade de pedra rosada na encosta de um morro da Úmbria. E Roma, com três noites, tem o Coliseu, as fontes, as praças e o Vaticano. O turismo oficial da Itália ajuda a planejar o dia livre, e o nosso guia completo de viagem para a Itália aprofunda cada cidade.

Basílica de São Francisco em Assis, sobre a encosta, na Úmbria
A Basílica de São Francisco, em Assis, com a entrada incluída no roteiro. Foto: Berthold Werner, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Roteiro de 21 dias de Paris a Roma, dia a dia

O roteiro de Paris a Roma começa com a chegada à capital francesa e termina com o café da manhã em Roma. Os dias seguem em ordem, do primeiro ao último.

Dia 1: chegada a Paris e o resto do dia livre

Depois do voo noturno, o traslado leva você do aeroporto ao hotel. O resto do dia é livre, e o melhor é não marcar nada: tome um banho, almoce com calma e, se tiver disposição, dê uma volta curta pelo bairro. À tarde, a recepção do hotel tem o aviso com o horário do encontro do grupo e as informações do circuito. Durma cedo. O dia seguinte já começa com passeio, e o corpo agradece a noite inteira de sono para acertar o fuso.

Dia 2: Versalhes, Montmartre e Paris com guia local

De manhã, o ônibus leva o grupo a Versalhes. Você escolhe entre caminhar pelos jardins, que são enormes e planos, ou entrar no palácio, para ver o Salão dos Espelhos (a entrada é à parte). Depois, o traslado segue para Montmartre, o bairro dos pintores, com a Basílica do Sacré-Cœur no alto. É um bom lugar para almoçar num bistrô pequeno. À tarde, a visita panorâmica com guia local passa pelos cartões-postais de Paris. Quem quiser pode ver um espetáculo de variedades à noite, como passeio opcional.

Dia 3: dia livre em Paris

O dia é seu. Uma boa ideia para quem gosta de arte é o Museu d’Orsay ou o Louvre, de manhã, com ingresso já comprado e no máximo duas horas lá dentro, para não cansar. À tarde, o passeio opcional de barco pelo Sena e pelo Bairro Latino mostra a cidade sentada, o que é ótimo para descansar as pernas. Outra opção leve é sentar num café com vista para a rua e ficar vendo Paris passar.

Dia 4: o Canal da Mancha, Canterbury e a chegada a Londres

O ônibus sai cedo rumo ao norte da França. Em Calais, o grupo passa pela fronteira e embarca num barco grande, com restaurante e poltronas, para atravessar o Canal da Mancha. Almoçar a bordo é uma boa ideia. Do lado inglês, a parada é em Canterbury: dá para entrar na catedral gótica e caminhar pelas ruas de pedra do centro, com casas de madeira aparente. No fim da tarde, chegada a Londres. É um dia longo, então leve um casaco para o vento do convés e um lanche na bolsa.

Dia 5: Londres com guia local e o Soho à noite

A manhã é da visita panorâmica com guia local, que passa por Westminster, o Parlamento, a City e as margens do Tâmisa. A tarde é livre. Quem tiver energia pode fazer o passeio opcional ao vale do Tâmisa e ao Castelo de Windsor, uma das residências da família real. À noite, o grupo se encontra em Piccadilly para um passeio a pé por Leicester Square, Chinatown e Soho, a região dos teatros, e volta de ônibus ao hotel. Use sapato confortável, porque o dia tem bastante caminhada.

Dia 6: dia livre em Londres

Mais um dia inteiro para Londres, no seu ritmo. Vários dos grandes museus da cidade, como o Museu Britânico e a National Gallery, têm entrada gratuita para as coleções permanentes, e dá para ver só uma ala e sair. Os parques (Hyde Park, St. James’s Park) são planos e têm bancos por toda parte. No fim da tarde, um chá com bolinho é um bom jeito de descansar. Quem gosta de teatro pode deixar esta noite para um musical, com o ingresso comprado antes.

Dia 7: de Londres a Bruges, cruzando o canal de novo

O ônibus deixa Londres pelas colinas verdes do sul da Inglaterra até Dover. Depois da fronteira, o grupo embarca de novo e atravessa o Canal da Mancha até Calais, com tempo para tomar um café no convés e olhar o mar. Do lado francês, a estrada segue até a Bélgica, e a chegada a Bruges é à tarde. Se der, saia para uma volta curta pelos canais antes do jantar: a cidade fica linda com a luz do fim do dia e o centro é todo plano.

Dia 8: Gante, a Zelândia, Roterdã e a chegada a Amsterdã

Primeira parada em Gante, com tempo para passear pelo centro histórico, ver a catedral, os canais e o castelo dos condes. Em seguida, o ônibus entra na Holanda pela região do Plano Delta, onde diques e barragens seguram o mar. O almoço é em Middelburg, capital da Zelândia, uma cidade tranquila de praças largas. Depois vem Roterdã, com seu porto, o maior da Europa, e um centro de arquitetura moderna. Chegada a Amsterdã no fim do dia. À noite, o passeio de barco pelos canais é opcional.

Dia 9: Amsterdã com guia local e a ida para a Alemanha

A manhã começa com a visita com guia local: um moinho, a estátua de Rembrandt, o bairro Sul e a Praça dos Museus, onde o grupo conhece uma fábrica de lapidação de diamantes (a entrada está incluída). Depois, o ônibus deixa o grupo no centro e o guia indica o caminho para aproveitar os canais, as feirinhas e os cafés. Depois do almoço, a estrada segue para a Alemanha, e a noite é na região de Hannover. Cuidado com as bicicletas: em Amsterdã, elas têm a preferência e passam rápido.

Dia 10: Goslar, Quedlinburg e a chegada a Berlim

Um dia de cidades pequenas e bonitas. A primeira é Goslar, com muralhas, praças e casas de madeira com séculos de história, aos pés das montanhas do Harz. Depois vem Quedlinburg, que tem mais de 2 mil casas de enxaimel no centro histórico, além da prefeitura e do castelo no alto. O piso é de pedra, então vá com calma e sapato firme. A chegada a Berlim é no fim da tarde, com tempo livre para jantar perto do hotel e descansar.

Dia 11: Berlim, do Portão de Brandemburgo ao Muro

A visita panorâmica percorre a capital da Alemanha: o centro histórico, a Ilha dos Museus, o Reichstag, o Portão de Brandemburgo, as avenidas comerciais e os parques. O grupo também visita o Memorial do Holocausto, um campo de blocos de concreto que se atravessa a pé, e o memorial do Muro de Berlim, com as duas entradas incluídas. São lugares que pedem silêncio e tempo para pensar. A tarde é livre: um café na Gendarmenmarkt ou um passeio de barco pelo rio Spree são boas opções mais leves.

Dia 12: Dresden e a chegada a Praga

O ônibus segue entre bosques até Dresden, a cidade dos palácios às margens do Elba. Há tempo para almoçar e passear pelo centro, com a Frauenkirche e o Zwinger. À tarde, o grupo entra na República Tcheca e chega a Praga, onde já faz a visita panorâmica: o castelo, a Praça da Cidade Velha e a Ponte Carlos. No fim do dia, o centro histórico tem cervejarias tradicionais e restaurantes com pratos tchecos, como o goulash com bolinho de pão. Praga tem ladeiras e paralelepípedo, então guarde energia.

Dia 13: dia livre em Praga

O dia é livre. O passeio opcional “Praga artística” passa por Malá Strana, a igreja do Menino Jesus de Praga, a igreja de São Nicolau, o bairro judeu e um cruzeiro pelo rio Moldava. Quem é devoto pode reservar um tempo para rezar diante da imagem. Se preferir um dia mais calmo, suba ao castelo de bonde em vez de ir a pé e desça devagar pelas ruelas, parando para um café. À noite, a Ponte Carlos iluminada vale um passeio curto.

Dia 14: Ceske Budejovice, Cesky Krumlov e a chegada a Viena

O ônibus desce para o sul pela região da Boêmia, de campos e lagos. A primeira parada é Ceske Budejovice, com uma das maiores praças da Europa Central, cercada de prédios renascentistas e barrocos. Depois vem Cesky Krumlov, cidade medieval numa curva do rio, com o castelo no alto e ruas estreitas de pedra. Há tempo para passear e almoçar. No começo da tarde, o grupo segue para a Áustria e chega a Viena no meio da tarde. Em Cesky Krumlov, a subida ao castelo é íngreme: quem preferir pode ficar no centro, que já é lindo.

Dia 15: Viena com guia local e o centro iluminado

De manhã, a visita panorâmica percorre as grandes avenidas, os palácios e os parques de Viena. A tarde fica livre, e é a hora de provar a torta Sacher ou o strudel de maçã num café tradicional, sentada, sem pressa. Quem quiser pode ir a Schönbrunn, o palácio de verão dos imperadores, ou a um museu. À noite, o traslado leva o grupo ao centro histórico para ver a cidade iluminada e o movimento das ruas em volta da catedral. O centro de Viena é plano e fácil de caminhar.

Dia 16: Maribor, Liubliana e a chegada a Veneza

É o dia mais longo de estrada, e também um dos mais bonitos. O ônibus deixa Viena e segue entre montanhas até a Eslovênia. Em Maribor, a parada é curta, com um passeio perto da catedral e do castelo e tempo para almoçar. Em Liubliana, há tempo para caminhar pelo centro de pedestres e atravessar a Ponte Tripla. À tarde, o grupo desce rumo ao Mar Adriático, entra na Itália e chega à região de Veneza no fim do dia. A noite é em Mestre, em terra firme. Leve água e um travesseiro de pescoço para o ônibus.

Dia 17: Veneza de barco e a pé

De manhã, o barco leva o grupo até a região da Praça de São Marcos. A visita a pé com guia local passa pela praça, pela basílica e pelo campanário, e o grupo conhece uma fábrica de vidro de Murano, com a entrada incluída. Depois, o tempo é livre. À tarde, o passeio de gôndola é opcional. Veneza tem muitas pontes com degraus, então ande devagar e escolha poucos caminhos. Para comer, os bares de petiscos venezianos, os cicchetti, são uma boa pausa. O barco de volta sai no horário combinado com o guia.

Dia 18: Ravena, Assis e a chegada a Roma

O ônibus segue pela laguna até Ravena, onde se pode ver os mosaicos do Mausoléu de Gala Placídia e da Basílica de São Vital, com azuis e dourados de cerca de 1.500 anos. Depois, a estrada atravessa os Apeninos até Assis, na Úmbria. Ali a visita à Basílica de São Francisco é feita com um frade franciscano ou com guia local, e a entrada está incluída. O túmulo do santo fica na cripta, embaixo da basílica. Assis tem ladeiras, então ande devagar e aproveite os bancos das praças. A chegada a Roma é no fim do dia.

Dia 19: Roma com guia, o Vaticano e Trastevere

De manhã, a visita guiada de cerca de três horas percorre Roma de ônibus e termina na Cidade do Vaticano por volta das 11h. Ali o guia oferece dois passeios opcionais: os Museus Vaticanos com a Capela Sistina, ou a Roma barroca a pé, com a Fontana di Trevi, o Panteão e a Praça Navona. Os Museus Vaticanos pedem bastante caminhada, então escolha um dos dois. A tarde é livre. No fim do dia, o traslado leva o grupo ao bairro de Trastevere, de ruas de pedra e restaurantes pequenos, com volta ao hotel por volta das 20h30.

Dia 20: dia livre em Roma

O último dia inteiro da viagem é livre. Quem ainda não viu o Coliseu e o Fórum Romano pode ir de manhã, com ingresso de hora marcada comprado antes. Quem prefere algo mais leve pode passear pela Villa Borghese, um parque grande com sombra, ou sentar numa praça com um sorvete italiano. Também é um bom dia para as últimas compras e para arrumar a mala sem pressa. À noite, um jantar de despedida com massa e vinho da casa fecha a viagem.

Dia 21: café da manhã em Roma e o fim da viagem

Depois do café da manhã, os serviços do circuito terminam em Roma. Se o voo de volta for à tarde, dá para tomar um último café na vizinhança do hotel. Deixe os remédios, os documentos e um casaco na bagagem de mão. Quem quiser ficar mais alguns dias em Roma, ir a Florença ou emendar a Costa Amalfitana pode pedir à Mil Voos para montar essa extensão junto com o voo.

O que está incluso neste roteiro

  • Traslado de chegada em Paris.
  • 20 noites de hotel, com café da manhã.
  • Ônibus de turismo durante todo o circuito, com guia acompanhante.
  • Visitas panorâmicas com guia local em Paris, Londres, Amsterdã, Berlim, Praga, Viena, Veneza, Assis e Roma.
  • Travessia de barco do Canal da Mancha, de Calais a Dover e de Dover a Calais.
  • Traslado a Versalhes (sem a entrada no palácio) e a Montmartre, em Paris.
  • Traslados noturnos: Leicester Square, Chinatown e Soho em Londres, o centro histórico de Praga e o de Viena, e Trastevere em Roma.
  • Barco de ida e volta até a Praça de São Marcos, em Veneza.
  • Entradas na fábrica de diamantes de Amsterdã, no Memorial do Holocausto e no memorial do Muro, em Berlim, numa fábrica de vidro de Murano, em Veneza, e na Basílica de São Francisco, em Assis.

O que não está incluso

  • A passagem aérea, que a Mil Voos cota junto com o circuito, saindo do Brasil.
  • Os almoços e os jantares, que ficam por sua conta (o roteiro dá tempo para eles).
  • A entrada no Palácio de Versalhes.
  • Em Paris: o espetáculo de variedades e o passeio de barco pelo Sena com o Bairro Latino.
  • Em Londres: a excursão ao vale do Tâmisa e ao Castelo de Windsor.
  • Em Amsterdã: o passeio de barco pelos canais.
  • Em Praga: o passeio “Praga artística”, com Malá Strana, o Menino Jesus de Praga, São Nicolau, o bairro judeu e o cruzeiro pelo Moldava.
  • Em Veneza: o passeio de gôndola.
  • Em Roma: os Museus Vaticanos com a Capela Sistina e a Roma barroca a pé.
  • O traslado ao aeroporto no último dia, que não aparece no roteiro. A Mil Voos confere e resolve isso na hora de montar a viagem.

Como são os hotéis do circuito

Os hotéis seguem o padrão dos circuitos de ônibus: confortáveis, com café da manhã, e quase sempre fora do centro histórico, nos bairros em volta ou perto de uma saída da cidade, onde o ônibus chega com facilidade. Em Hannover e em Amsterdã, as noites podem ser perto do aeroporto, porque o grupo sai cedo no dia seguinte. Em Veneza, a hospedagem é em Mestre, em terra firme, e a cidade se visita de barco. A Mil Voos confirma a lista dos hotéis da sua data na hora de montar a viagem.

Melhor época para fazer este roteiro de Paris a Roma

Maio, junho e setembro são os meses mais agradáveis para este roteiro: os dias são longos, a temperatura é amena do norte ao sul, e os jardins de Versalhes, de Viena e de Londres estão floridos. Em maio, a máxima média em Roma fica perto de 23 °C, e em setembro, perto de 27 °C.

Julho e agosto são os meses mais cheios e mais quentes na Itália, com máxima média de 30 a 31 °C em Roma, então as visitas a Veneza, Assis e Roma pedem chapéu, água e pausas à sombra. Em Londres, Bruges e Amsterdã, o tempo muda rápido e pode chover em qualquer mês, por isso vale levar um guarda-chuva pequeno. Na Europa Central (Berlim, Praga e Viena), o verão é agradável e o inverno é frio, com dias curtos.

Outubro ainda é bom, com folhas mudando de cor na Alemanha e na República Tcheca, mas os dias já encurtam. De novembro a março, a viagem continua bonita, só que com menos luz para as paradas do caminho e roupa de frio na mala.

Para quem é esta viagem

Este roteiro de Paris a Roma é para quem quer conhecer muitos países numa viagem só, sem a preocupação de organizar trem, hotel e caminho, e gosta de ter alguém por perto para resolver o que aparecer. Para quem tem mais de 50, o ônibus tem uma vantagem clara: a mala vai no bagageiro, e você não carrega peso de uma cidade para outra.

O que pede atenção é o ritmo. Há vários dias longos de ônibus e algumas trocas de hotel de uma noite só (Bruges, Amsterdã e Hannover). As visitas a pé em Praga, Cesky Krumlov, Veneza, Assis e Roma têm ladeiras, piso de pedra e, em Veneza, pontes com degraus. Quem anda bem e tolera algumas horas sentada no ônibus aproveita muito. Quem prefere menos estrada pode fazer uma versão mais curta, só com a Europa Central ou só com a Itália, que a Mil Voos, especialista em viagens para quem tem 50+ desde 2021, monta sob medida.

  • Leve dois pares de sapatos confortáveis e já amaciados, com sola que segure bem no paralelepípedo.
  • Use os dias livres em Paris, Londres, Praga e Roma também para descansar.
  • Escolha poucos opcionais e fique com os que mais combinam com você.
  • Tenha sempre na bolsa do ônibus água, um lanche leve, um casaquinho e os remédios do dia.
  • Na Basílica de São Francisco e no Vaticano, ombros e joelhos cobertos: um lenço na bolsa resolve.

Se esta for a sua primeira vez no continente, o nosso guia da primeira viagem para a Europa depois dos 50 ajuda a se preparar. E se o seu sonho começa por Londres e passa por Budapeste, veja também o roteiro de Londres, Paris, Amsterdam e Berlim em 19 dias.

Perguntas frequentes

Quantos países o roteiro de Paris a Roma visita?

Nove: França, Inglaterra, Bélgica, Holanda, Alemanha, República Tcheca, Áustria, Eslovênia e Itália. No dia 19, a visita em Roma termina na Cidade do Vaticano, que é um país à parte.

Tem tempo livre ou é tudo corrido?

Tem. São quatro dias inteiros livres (em Paris, Londres, Praga e Roma), tardes livres em Londres, Amsterdã, Berlim, Viena e Veneza, e tempo livre nas paradas do caminho, como Canterbury, Gante, Quedlinburg, Cesky Krumlov e Liubliana.

Quanto se caminha nesta viagem?

As visitas panorâmicas são em boa parte de ônibus, com descidas para caminhar nos pontos principais. Os dias com mais caminhada são os de Praga, Veneza, Assis e Roma, por causa das ladeiras, das pontes e do piso de pedra. Nos dias livres, você escolhe o quanto quer andar.

Dá para emendar mais dias no fim da viagem?

Dá. Como o circuito termina em Roma, é fácil acrescentar noites lá, em Florença ou na Costa Amalfitana antes do voo de volta. A Mil Voos monta essa extensão junto com a passagem.

E os documentos para a viagem?

A Mil Voos orienta sobre documentos na hora de montar a viagem.

Foto de destaque: Cesky Krumlov. Pudelek (Marcin Szala), CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

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A Mil Voos monta este roteiro com o voo saindo do Brasil e cuida de tudo, do embarque à volta para casa.

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