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Mil Voos

DICA:

Primeira viagem para a Europa depois dos 50: por onde começar

Praça do Comércio e o Arco da Rua Augusta, em Lisboa, porta de entrada de muitos brasileiros na primeira viagem para a Europa

A primeira viagem para a Europa costuma ser um sonho guardado por muitos anos. Para muita gente, ela chega depois dos 50, quando os filhos já cresceram e sobra tempo para viajar com calma. E com o sonho chegam as dúvidas: para onde ir primeiro, quantos dias ficar, que documentos pedir, como aguentar o voo longo e se é melhor ir sozinha, em casal ou em grupo com guia.

Este guia responde a cada uma dessas perguntas na ordem em que elas aparecem no planejamento. Usamos as regras oficiais da União Europeia, do governo britânico, da Polícia Federal e do Ministério da Saúde, em vigor em outubro de 2026, e o olhar de quem cuida de viajantes 50+ desde 2021. No fim, você encontra um checklist e as perguntas mais comuns.

Ficha Mil Voos 50+: primeira viagem à Europa

O essencial para decidir com tranquilidade.

Voo saindo de São PauloCerca de 10 horas até Lisboa ou Madri e de 11 a 12 horas até Paris, Roma ou Londres, em voo direto. Do Nordeste até Lisboa, cerca de 7 a 8 horas
Fuso horárioPortugal e Reino Unido: 3 horas a mais que Brasília (4 no verão europeu). Espanha, França, Itália e centro da Europa: 4 horas a mais (5 no verão europeu)
VistoNão é preciso para turismo de até 90 dias no Espaço Schengen. O Reino Unido pede a autorização eletrônica ETA
Seguro viagemPode ser pedido na imigração do Espaço Schengen, com cobertura mínima de 30 mil euros
Melhores meses para quem não gosta de calorMaio, começo de junho, setembro e outubro
Ritmo de caminhada e terrenoModerado. Os centros históricos têm calçamento de pedra e muitas ladeiras (Lisboa e Porto), e as estações de metrô antigas têm escadas
Moeda e tomadasEuro na maior parte dos países; libra no Reino Unido. Tomada de 230 V, com pinos redondos no continente e três pinos retangulares no Reino Unido
Com guia faz diferença?Na primeira vez, muita. A Mil Voos tem pacotes em grupo com guia acompanhante, que sai do Brasil com o grupo e volta junto, e monta roteiros personalizados

Por onde começar a primeira viagem para a Europa?

Comece pela época e pelo tempo que você tem, não pelo país. Com o mês e o número de dias definidos, fica fácil escolher 2 ou 3 destinos que caibam sem correria. Depois vêm o passaporte, o formato da viagem (em grupo com guia ou com roteiro próprio), o seguro e a saúde.

Quem tenta fazer tudo de uma vez costuma travar. A tabela mostra a ordem que funciona melhor, com quanto tempo de antecedência cuidar de cada parte:

QuandoO que resolver
De 8 a 12 meses antesMês da viagem, número de dias, quem vai junto e o formato: grupo com guia, roteiro personalizado ou por conta própria. Para viajar entre maio e setembro, a temporada mais cheia, quanto antes melhor.
6 meses antesConferir o passaporte (validade e data de emissão) e marcar uma consulta com o seu médico para falar da viagem.
De 3 a 4 meses antesFechar a viagem e o seguro viagem, reservar os ingressos com hora marcada e, se o roteiro passar pelo Reino Unido, pedir a ETA.
1 mês antesRemédios e receitas, sapato confortável já usado, pedido de assistência especial à companhia aérea, cartão internacional e plano de celular.
Na semana da viagemDocumentos impressos (seguro, reservas, passagem de volta), mala leve e uma cópia de tudo com um familiar no Brasil.

Quanto custa a primeira viagem para a Europa?

Depende de cinco escolhas: o mês (alta ou baixa temporada), o número de dias, quantas cidades entram no roteiro, o padrão dos hotéis e o formato da viagem. Uma viagem em maio com 3 cidades e hotel bem localizado custa diferente de uma em novembro com 2 cidades. Por isso, a conta certa é a cotação feita para o seu roteiro, com tudo o que entra nele, inclusive o seguro.

Primeira viagem para a Europa: onde ir e quais países visitar

Para quem tem 50+, as portas de entrada mais tranquilas são Portugal, Itália, Espanha e França, com Londres como extensão. São destinos com voo direto do Brasil, muita história num espaço pequeno e boa estrutura para o turista. Na primeira vez, escolha uma das combinações abaixo e deixe o resto para a segunda viagem.

CombinaçãoNoites sugeridasPor que funciona na primeira vezRitmo
Portugal e EspanhaLisboa 4, Porto 3, Madri 4A língua ajuda muito em Portugal, o voo é o mais curto e a comida é próxima da nossaModerado (ladeiras em Lisboa e no Porto)
Itália clássicaRoma 4, Florença 3, Veneza 2Muita história em três cidades ligadas por trem rápidoModerado (piso de pedra e calor no verão)
Paris e LondresParis 5, Londres 4Duas capitais completas, ligadas por trem em cerca de 2h30Moderado (muitas escadas no metrô)
Praga, Viena e Budapeste3 a 4 em cadaCidades imperiais compactas, bonitas e menos cheias que Paris e RomaLeve a moderado
Cruzeiro de rio (Danúbio ou Reno)7 a 8 a bordoUma cabine só, sem fazer e desfazer mala, com uma cidade nova por diaLeve

Portugal e Espanha: a entrada mais suave

Lisboa pede 4 noites porque há muito para ver e as ladeiras de Alfama e do Chiado cansam: o ideal é alternar um dia de bairro histórico com um dia mais plano, como Belém. O Porto fica a cerca de 3 horas de trem e merece 3 noites. Entre Lisboa e Madri, o caminho mais prático é um voo curto, de pouco mais de 1 hora. Em Madri, o centro é plano e os grandes museus ficam perto uns dos outros.

Itália: Roma, Florença e Veneza

Roma precisa de 4 noites: o Coliseu, o Fórum, o Vaticano e o centro histórico não cabem em menos sem correria. Florença, a cerca de 1h30 de trem, fica bem com 3 noites, e Veneza, a cerca de 2 horas de Florença, com 2. Em Veneza não há carro: anda-se a pé e de barco, e as pontes têm degraus. Leve isso em conta se você tem dor no joelho. O nosso roteiro completo pelas regiões da Itália mostra o que mais dá para incluir.

Vista de Florença a partir da Piazzale Michelangelo, com a cúpula da catedral no centro
Foto: Txllxt TxllxT, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Paris e Londres, ou as capitais do Leste Europeu

Paris e Londres formam a dupla clássica: 5 noites em Paris e 4 em Londres, com o trem que passa por baixo do Canal da Mancha. Lembre que o Reino Unido fica fora do Espaço Schengen, tem regra de entrada própria e usa a libra. Quem prefere cidades menores e menos cheias se dá muito bem com Praga, Viena e Budapeste, como no nosso roteiro por Praga, Budapeste e Viena.

E, se a ideia de trocar de hotel a cada três dias assusta, o cruzeiro de rio resolve: a cabine vai com você. Veja as diferenças entre os cruzeiros de rio pelo Reno e pelo Danúbio.

Quantos dias para a primeira viagem à Europa?

Para a primeira vez, de 12 a 15 dias é o tamanho certo: dá para conhecer 2 países, ou 3 cidades, com 3 ou 4 noites em cada uma. Menos que 10 dias rende pouco, porque a ida e a volta consomem quase dois dias inteiros. Mais que 3 países em duas semanas vira maratona de estrada e de mala.

Faça a conta assim: o voo para a Europa costuma sair do Brasil à noite e chegar na manhã ou na tarde seguinte. Esse primeiro dia é só para chegar, deixar a mala, almoçar e dar uma volta curta perto do hotel. O corpo ainda está no horário do Brasil e cansado da noite no avião. A volta também ocupa um dia. Numa viagem de 14 dias, sobram 11 ou 12 de passeio de verdade.

A regra de ouro para quem tem 50+ é nunca dormir só uma noite num lugar. Cada troca de cidade custa meio dia entre fazer a mala, ir à estação ou ao aeroporto, viajar e se instalar. Com 3 ou 4 noites por cidade, você desfaz a mala, aprende o caminho do hotel e ainda tem uma tarde livre para descansar sem culpa.

Qual a melhor época para a primeira viagem para a Europa?

Maio, o começo de junho, setembro e outubro são os meses mais confortáveis para quem tem 50+: os dias são longos, a temperatura é boa para caminhar e as filas são menores que em julho e agosto. Lembre que as estações lá são o contrário das nossas: maio é primavera e outubro é outono.

ÉpocaComo éPara quem tem 50+
Primavera (abril e maio)Temperatura amena, flores, dias ficando longos; abril ainda pode ser fresco e chuvosoMuito bom, sobretudo maio
Verão (junho a agosto)Calor forte no sul da Europa, filas longas e hotéis mais disputadosSó o começo de junho é confortável; julho e agosto cansam
Outono (setembro e outubro)Calor indo embora, céu bonito e época de colheita da uvaÓtimo, sobretudo a segunda quinzena de setembro
Inverno (novembro a março)Frio, dias curtos e menos turistas; em dezembro, os mercados de NatalBom para cidades e museus, com roupa certa; ruim para passeios ao ar livre

Fora da alta temporada, entre novembro e março (com exceção do Natal e do Ano-Novo), a procura cai e a viagem tende a sair mais em conta. Em troca, no auge do inverno escurece entre 16h e 18h, conforme a cidade, e o dia de passeio fica mais curto.

O que precisa para viajar para a Europa: documentos e regras de entrada

O brasileiro não precisa de visto para turismo de até 90 dias nos países do Espaço Schengen, que inclui Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia e quase toda a Europa continental. Precisa de passaporte válido, seguro viagem e, se a imigração pedir, dos comprovantes da viagem. O Reino Unido tem regra própria.

Passaporte: validade e data de emissão

Segundo o portal oficial da União Europeia, o passaporte precisa valer pelo menos 3 meses além da data em que você sai do Espaço Schengen e ter sido emitido nos últimos 10 anos. A regra dos 90 dias vale dentro de qualquer período de 180 dias.

Se você ainda não tem passaporte, o pedido é feito pela Polícia Federal: formulário pela internet, pagamento da taxa e atendimento presencial, com foto e digitais. Depois do atendimento, a entrega leva em geral de 6 a 10 dias úteis, e o passaporte de adulto vale 10 anos. Em algumas cidades, a vaga para o atendimento demora, então peça com folga.

Seguro viagem e comprovantes

O consulado do Brasil em Amsterdã informa que a imigração pode pedir a comprovação de um seguro saúde de no mínimo 30 mil euros, válido em todo o Espaço Schengen. Depois dos 60, vale contratar um valor maior e declarar todas as doenças na proposta. Explicamos o que conferir em cada faixa de idade no guia de seguro viagem para idosos.

Na fronteira, o agente também pode perguntar o motivo da viagem e pedir a reserva do hotel, a passagem de volta e a prova de que você tem recursos para a estadia. Leve tudo impresso numa pasta, além da cópia no celular. Se a viagem for com a Mil Voos, a gente orienta você sobre a documentação antes do embarque.

EES e ETIAS: o que mudou na fronteira

Desde 10 de abril de 2026, o EES, o sistema europeu de entrada e saída, funciona em todas as fronteiras do Espaço Schengen. Ele substitui o carimbo no passaporte: na primeira entrada, o sistema registra as suas impressões digitais e uma foto do rosto. Por isso, a primeira passagem pela imigração pode demorar um pouco mais. Nas seguintes, o registro já está feito.

O ETIAS, a autorização de viagem pela internet que a Europa vai exigir de quem não precisa de visto, ainda não está em funcionamento em outubro de 2026 e não tem data de início anunciada. A Comissão Europeia promete avisar com meses de antecedência. Até lá, não pague nenhum site que diga vender o ETIAS.

Reino Unido: a ETA

Para Londres, o brasileiro precisa da autorização eletrônica de viagem, a ETA, desde janeiro de 2025. O pedido é feito pela internet ou pelo aplicativo oficial, e a página do governo britânico informa que ela permite visitas de até 6 meses e custa 20 libras (valor de outubro de 2026). Peça com alguns dias de folga, nunca na véspera do embarque.

Saúde e conforto na primeira viagem à Europa depois dos 50

Antes de tudo, converse com o seu médico sobre a viagem: o voo longo, a mudança de fuso, o ritmo de caminhada e os remédios. Com essa conversa feita, o resto é organização, e a Europa tem boa estrutura de saúde e de acessibilidade.

  • Remédios: leve a quantidade da viagem inteira, com folga, na bagagem de mão, com a receita. Veja como fazer no guia de remédios na bagagem de mão em viagem internacional.
  • Vacinas: leve o cartão de vacinação em dia e pergunte ao seu médico o que ele recomenda. Se algum país do roteiro pedir o certificado internacional, ele é emitido pelo serviço oficial do governo federal.
  • CDAM: para Portugal e Itália, o Brasil tem acordo que dá acesso à rede pública de saúde com o Certificado de Direito à Assistência Médica. Ele ajuda, mas não substitui o seguro viagem.
  • Voo longo: levante e caminhe pelo corredor a cada uma ou duas horas, beba água e movimente os pés sentada. Quem tem histórico de trombose ou varizes deve perguntar ao médico sobre a meia de compressão. O Ministério da Saúde reúne os cuidados gerais antes de viajar.
  • Fuso: são de 3 a 5 horas a mais que no Brasil. No primeiro dia, almoce no horário local, tome sol e só durma à noite. Dois ou três dias depois, o corpo acerta.

Assistência especial no aeroporto e no trem

No Brasil, a Resolução 280 da ANAC trata quem tem 60 anos ou mais como passageiro com necessidade de assistência especial. Você pode pedir cadeira de rodas, ajuda no embarque e prioridade, de preferência na compra da passagem, no mínimo 48 horas antes do voo (ou 72 horas, se precisar de acompanhante ou de formulário médico).

Na Europa, segundo o portal da União Europeia, quem tem mobilidade reduzida tem direito a assistência gratuita nos aeroportos, com o pedido feito pelo menos 48 horas antes. Nos trens também há ajuda para embarcar, pedida com 24 horas de antecedência (em alguns países, 36). É um direito pouco usado e que faz muita diferença em estação grande, com plataforma longe e mala pesada.

Como se deslocar entre as cidades europeias

O trem é o melhor meio para as distâncias de até 4 ou 5 horas: sai do centro da cidade, chega ao centro da outra e dispensa a fila de segurança do aeroporto. Para trechos mais longos, como Lisboa e Madri ou Roma e Paris, o avião resolve em 1 ou 2 horas de voo. A van ou o ônibus de turismo entra nos roteiros em grupo e nos passeios a cidades pequenas.

Plataforma da estação Roma Termini com trem de alta velocidade, transporte comum entre as cidades na Europa
Foto: Mint0ri, CC0, via Wikimedia Commons

O que mais cansa no trem não é a viagem, e sim a mala. Em muitas estações há degraus entre a plataforma e o vagão, e o bagageiro fica no alto ou no fim do carro. Por isso, a recomendação para quem tem 50+ é uma mala média de rodinhas por pessoa, que você consiga levantar sozinha, e uma bolsa pequena. Em muitos roteiros em grupo, a troca de cidade é feita de ônibus de turismo, que sai da porta do hotel, e isso poupa a subida da mala no trem.

Viajar sozinha, em casal ou em grupo com guia?

Na primeira viagem para a Europa, o grupo com guia é o formato mais tranquilo para quem não fala outra língua ou não quer cuidar de traslado, horário de trem e ingresso. O roteiro personalizado serve a quem quer o próprio ritmo com tudo reservado. E ir por conta própria funciona para quem já viajou para fora e gosta de organizar.

A Mil Voos trabalha com os dois primeiros formatos. Nos pacotes com guia acompanhante, ele sai do Brasil junto com o grupo, em Guarulhos, e volta junto. Nos roteiros personalizados, a gente monta a viagem no seu ritmo, com o número de noites certo em cada cidade. Em todos, você tem atendimento humano pelo WhatsApp antes, durante e depois da viagem. Para comparar os formatos com calma, veja o nosso guia de viagens internacionais em grupo e o de pacotes de viagem para a terceira idade.

Precisa falar inglês?

Não. Em Portugal, a língua é a nossa, e na Espanha e na Itália dá para se entender bastante em português falado devagar. Nas cidades turísticas, hotel, museu e restaurante atendem em inglês. Um aplicativo de tradução no celular resolve o resto. Com guia, a língua deixa de ser preocupação.

Dinheiro, celular e segurança: dúvidas práticas

Leve um cartão internacional (de crédito ou de débito com saldo em moeda estrangeira) e uma quantia pequena em dinheiro vivo para os primeiros gastos. Lembre que as compras no cartão no exterior pagam IOF. O euro é a moeda de Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia, Áustria e Croácia, entre outros. O Reino Unido usa a libra, a República Tcheca usa a coroa e a Hungria, o florim.

Para o celular, há três caminhos: o pacote internacional da sua operadora, um chip comprado no destino ou um chip virtual (eSIM) contratado antes de embarcar. Ative antes de sair do Brasil e deixe os contatos da viagem salvos. Para as tomadas, leve um adaptador universal e confira se o carregador aceita de 100 a 240 V (quase todos aceitam).

A Europa é um destino seguro para o turista, e o cuidado principal é com o furto em lugares cheios: metrô, filas de monumento e praças famosas. Use bolsa transversal com zíper, à frente do corpo, deixe o passaporte no cofre do hotel (com uma cópia na bolsa) e desconfie de quem puxa conversa, oferece pulseira ou pede assinatura na rua.

Erros mais comuns na primeira viagem para a Europa

Quase todos os erros da primeira vez nascem da vontade de ver tudo. Fuja destes:

  1. Colocar países demais. Cinco países em 15 dias significam mais tempo em estação do que em museu.
  2. Marcar passeio pesado no dia da chegada. Depois de uma noite no avião, o primeiro dia é para descansar e andar perto do hotel.
  3. Deixar os ingressos para a hora. Os lugares mais disputados, como os Museus Vaticanos, a Última Ceia em Milão e a Alhambra em Granada, trabalham com hora marcada e esgotam com antecedência. Quando a Mil Voos monta o roteiro, esses horários entram no planejamento.
  4. Estrear sapato na viagem. Você vai andar de 6 a 10 quilômetros em alguns dias, em piso de pedra. Leve um tênis confortável já usado e um segundo par.
  5. Levar mala grande demais. Ela precisa subir degrau de trem e caber em elevador antigo de hotel.
  6. Escolher hotel só pelo preço. Um hotel longe do centro custa caro em táxi e em cansaço. Para quem tem 50+, perto do metrô e com elevador vale mais que um quarto grande.
  7. Viajar sem seguro ou com o seguro errado. O seguro barato com cobertura baixa é o que mais pesa na hora do imprevisto.

Checklist da primeira viagem para a Europa

  • Passaporte válido por pelo menos 3 meses além da volta e emitido há menos de 10 anos.
  • Seguro viagem de pelo menos 30 mil euros, com o certificado impresso em inglês ou espanhol.
  • ETA aprovada, se o roteiro passar pelo Reino Unido.
  • Reservas dos hotéis, passagem de volta e ingressos impressos numa pasta.
  • Remédios da viagem inteira na bagagem de mão, com a receita.
  • Assistência especial pedida à companhia aérea, se precisar.
  • Cartão internacional, um pouco de dinheiro vivo e o plano de celular ativo.
  • Adaptador de tomada, tênis já usado, casaco leve e capa de chuva.
  • Cópia de todos os documentos com um familiar no Brasil.
Praça do Comércio e o Arco da Rua Augusta, em Lisboa, porta de entrada de muitos brasileiros na primeira viagem para a Europa
Foto: Diego Delso, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

Perguntas frequentes

Qual o melhor país para a primeira viagem para a Europa?

Para quem tem 50+, Portugal é a entrada mais fácil, por causa da língua e do voo mais curto. A Itália é a escolha de quem quer muita história, e a França, a de quem sonha com Paris. O melhor é aquele que você deseja há mais tempo, desde que o roteiro tenha 3 ou 4 noites por cidade.

Brasileiro precisa de visto para ir à Europa?

Não, para turismo de até 90 dias no Espaço Schengen. É preciso passaporte válido e seguro viagem, e a imigração pode pedir os comprovantes da viagem. Para o Reino Unido, é preciso a ETA. O ETIAS europeu ainda não começou a valer em outubro de 2026.

Com quanto tempo de antecedência devo planejar?

De 8 a 12 meses antes é o ideal para viajar entre maio e setembro, a temporada mais cheia da Europa. Com 4 a 6 meses ainda dá para montar uma boa viagem, sobretudo na baixa temporada. Confira o passaporte logo no começo, porque a vaga na Polícia Federal pode demorar.

Dá para fazer a primeira viagem à Europa depois dos 70?

Dá, sim, e muita gente faz. Não há idade-limite para viajar. Converse com o seu médico, escolha um seguro com cobertura alta, reduza o número de cidades e prefira hotel central com elevador. O grupo com guia e o cruzeiro de rio são bons formatos para quem quer andar menos e não carregar mala.

Precisa tomar vacina para viajar para a Europa?

Vá com o cartão de vacinação em dia e pergunte ao seu médico, que conhece o seu histórico. Se algum país do roteiro exigir o certificado internacional de vacinação, emita pelo serviço oficial do governo antes da viagem.

Vamos planejar a sua primeira viagem para a Europa?

A Mil Voos é especialista em viagens para quem tem 50+. Com a gente você escolhe o roteiro no seu ritmo, em grupo com guia ou personalizado, já com o seguro viagem, e a Amanda acompanha você pelo WhatsApp antes, durante e depois.

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